O dobrar do sino na Cuesta

Por – Alexandre Pardini Vicentini 

Todo mundo sabe que começar o próprio negócio não é uma tarefa fácil, exige muita dedicação e determinação! Mas antes de tudo isso sempre tem uma história de vida e de família que merece ser contada. Continue a leitura e saiba mais sobre a história de minha família.

O desembarque

Em 14 de novembro de 1888, aos 42 anos, Francesco Visentini vindo de Bondanello, Itália  desembarca no Brasil, em Santos, do vapor S.Giorgio, na companhia de sua esposa Elena Maretti Visentini (Novi di Modena, Itália), e com os filhos Anselmo com 16 anos, Ítalo  com 9 anos, Teresa com 4 anos e Augusto na época ainda um bebê. Buscava uma nova vida, tendo como certo apenas que trabalharia nas lavouras de café na região de Botucatu.

O dobrar do sino na Cuesta 1

Anselmo Visentini, filho mais velho do casal, apesar do pouco estudo era um comerciante nato, habilidoso para os negócios, extremamente inteligente e trabalhador, decide voltar para a Itália para buscar sua amada Santa Scardoeli. Aos 20 anos de idade, se casa na freguesia do Espírito Santo do Rio Pardo, Município de Botucatu (atual Pardinho), a partir do registro de seu matrimônio, como aconteceu com muitos imigrantes vindos ao Brasil, houve um erro de grafia/dicção e a família Visentini passa a ser escrita Vicentini. Na época o Registro Civil era feito por anotações feitas de todos os dados relativos aos nascimentos e casamentos, lavrado por um funcionário civil com base nos relatos das partes, assim  se escrevia nos livros de registros conforme a dicção era entendida por quem lavrava o termo. 

Anselmo se transforma em um grande empresário, comerciante de café, e proprietário de várias fazendas, tais como a Fazenda Peão, Fazenda Janeiro, Fazenda São Pedro, entre outras propriedades. 

Em Botucatu cria seus filhos Euzébio, Humberto (Professor e poeta), Orlando (Médico), Duílio (Advogado), Waldomiro (Comerciante), Adélia, Amélia (Professora), Hercília (Farmacêutica) e Hermínia (Professora).

Waldomiro, seu filho caçula, herda do pai a veia do comércio, e atua no seguimento do agronegócio, loteamentos e compra/venda de terras. Na cidade de Botucatu se casa com Célia Ayres Dias Vicentini (natural de Avaré/SP) e constitui sua família com seus 6 filhos (Marcelo, Luciano, Luziana, Eugênia Maria, Francisco e Lucia Cristina).

Marcelo Ayres Vicentini, filho mais velho de Waldomiro e Célia, também herdou a veia comercial da família, uma pessoa visionária e muito inteligente que aos dezesseis anos de idade compra as terras onde estamos agora (atual Fazenda Santa Terezinha) com o fruto de seu trabalho de feirante e fotógrafo, suas primeiras profissões.

Dando continuidade ao sonho

Onde este sino está instalado, Marcelo, meu pai, trazia meus irmãos e eu, enquanto crianças e nos contava sobre as belezas naturais de nossa região, lindas paisagens, clima ameno e agradável de serra, da riqueza e fartura de nossas nascentes de água, dizia que o futuro de nossa região era o recebimento de pessoas que buscavam refúgio para descansar a mente e a alma, nos explicava das condições logísticas de nossa propriedade e região e nos dizia que Pardinho um dia seria protagonista no turismo estadual.

Sua paixão e entusiasmo pela região me contagiou e aqui neste local, onde operamos com os Chalés da Cuesta, dou sequência ao sonho de um visionário, pois também vejo, acredito e tenho os mesmos sonhos que meu pai tinha e por esse motivo eu, Alexandre Pardini Vicentini, continuo sonhando e investindo no desenvolvimento do turismo local.

Graças ao meu Tataravô, Francesco, que decidiu vir para o Brasil, a meu Bisavô, Anselmo que optou por se estabelecer em Pardinho, a meu avô que permaneceu na região e ao meu pai que amava este lugar e foi o precursor do turismo em Pardinho, com a construção do Águas da Serra – Lazer Rural nesta propriedade tendo suas atividades iniciadas em 1999, ao mesmo tempo que explorava as atividades de agricultura e pecuária na Fazenda Santa Terezinha.

Pensamento positivo e boas vibrações

Acredito na força do pensamento positivo e nas boas vibrações e energia deste local, por isso neste momento lhe convido a tocar o sino que foi utilizado por muitos anos nas fazendas cafeeiras de meus ancestrais aqui no município de Pardinho, sino que ecoava ao longe sinalizando aos trabalhadores que chegava a hora do início do trabalho, parada para o café, almoço e término de mais um dia de trabalho que garantiu o sustento e dignidade de muitas famílias que por aqui passaram.

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Espero você para conhecer o nosso espaço e tocar o sino comigo. Venha fazer parte de um novo capítulo da nossa história.

Ao tocar o sino com toda a sua força, faça com fé um pedido, pense positivo e conte com as boas vibrações deste local mágico, nossas boas vibrações, lhe ajudarão a harmonizar suas energias no sentido de que o seu desejo seja realizado.

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